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A PRIMEIRA ESCALA NO MUNDO QUE MEDE A INTENSIDADE DO ALONGAMENTO!
31/03/2015
Medir constitui o pressuposto fundamental para se produzir Ciência, mas também para produzir uma ação consciente e lógica na atuação diária (e.g. profissional). A medição da intensidade do treino físico é normalmente objeto de profissionais de áreas do Exercício Físico, Desporto / Treino, Educação Física, Fisioterapia, e Fisiatria, entre outras áreas profissionais. A preocupação em medir a intensidade têm aumentado nos últimos anos pelo facto de muitos estudos científicos terem concluído que a intensidade do treino é um dos, senão o principal factor explicativo do desenvolvimento físico em consequência do processo de treino.

No entanto, quando se confronta sobre o modo como a intensidade de alongamento é efetuado, o silêncio de profissionais e investigadores é notório. Pois, facilmente se sabe e se consegue medir a expressão de outras qualidades físicas (e.g. a força muscular máxima, ou a potência num dado movimento corporal), mas pouco se sabe como se quantifica a intensidade de alongamento.


A principal razão para tal dificuldade prende-se com o facto de não se conseguir quantificar a tensão dos tecidos sujeitos a alongamento, que por sua vez despoletam aferências para o sistema nervoso central, e fazem desencadear a percepção de alongamento, num contexto prático e de rápida execução. Dada a variabilidade entre pessoas, na tensão que os tecidos acumulam e na tolerância a esta tensão, a dificuldade torna-se ainda maior.

Em consequência desta problemática, foi desenvolvido recentemente pelo Professor Sandro Freitas da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, um instrumento capaz de quantificar a percepção da intensidade de alongamento. e publicado no Journal of Strength and Condition Research (veja aqui). Esta escala tem a propriedade de quantificar a percepção de alongamento a nível visual, descritivo e cognitivo, e o valor quantificado apresenta uma forte correlação com a resistência ao alongamento gerado a nível articular (quantificado a partir do momento de força), e o ângulo articular. Uma característica diferenciadora desta escala é que permite quantificar a intensidade de alongamento num domínio de intensidade submaximal (i.e. abaixo da amplitude máxima gerada), e num domínio de intensidade supramaximal, que se obtém quando em termos agudos se aumenta a amplitude máxima articular acima do máximo inicial.

De acordo com o Professor Sandro Freitas, esta escala é inovadora e apresenta uma elevada aplicabilidade no contexto prático/clínico:
 
"Trata-se a primeira escala a nível mundial com propriedades especificamente desenhadas e testadas para quantificar a percepção de alongamento. Esta escala é bastante útil em termos práticos, pois através da sua aplicação é possível estimar a variação relativa da resistência ao alongamento e do grau articular, sem efectuar medições mecânicas. Ou seja, a medição psicométrica reflete a medição mecânica."

De acordo com o Professor Sandro Freitas, a utilidade desta escala prevê ser ainda maior quando se sabe que a intensidade de alongamento explica em grande parte o tipo de adaptações decorrentes da prática de treino da Flexibilidade:
 
"Sabemos que a intensidade de alongamento é um elemento-chave na obtenção de alguns resultados do treino, como é o caso do aumento da amplitude articular e da diminuição da resistência ao alongamento. Por isso, estamos atualmente a conduzir estudos que nos permitem perceber qual a intensidade adequada para desenvolver a Flexibilidade em diferentes articulações e diferentes populações. Vamos aguardar pelos resultados dos próximos estudos."

 

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